🇺🇸 EUA APERTAM O CERCO: Dois Relatórios Simultâneos Atacam STF, Moraes e Governo Lula — Sanções Comerciais e Eleitorais Estão na Mesa
Washington intensificou a pressão sobre o Brasil nesta semana com a divulgação de dois relatórios simultâneos que criticam diretamente decisões do Judiciário, práticas comerciais e a liberdade de expressão no país — criando um cenário inédito de tensão bilateral às vésperas das eleições de outubro.
Dois Relatórios, Uma Mensagem: O Brasil Está na Mira
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgou nesta quarta-feira (1º) um relatório crítico sobre as relações comerciais com o Brasil, acionando a Seção 301 da Lei de Comércio americana — o mesmo instrumento que permite aplicar tarifas e restrições contra países com práticas desleais.
No mesmo dia, o Comitê Judiciário da Câmara dos EUA acusou o Judiciário brasileiro de impor um “modelo de censura com alcance global”, apontando decisões do ministro Alexandre de Moraes que determinaram remoção de conteúdos em redes sociais — inclusive afetando usuários nos próprios Estados Unidos.
O Que os EUA Criticam no Brasil
- Tarifas elevadas e ambiente regulatório “pouco previsível” para empresas americanas
- Possível tratamento preferencial ao Pix prejudicando empresas estrangeiras de pagamentos
- Propostas legislativas que impactam plataformas digitais e empresas internacionais
- Decisões de Moraes que removeram conteúdo político, inclusive de opositores ao STF
- Restrições que atingem Eduardo e Flávio Bolsonaro nas redes sociais
- Risco de interferência judicial nas eleições presidenciais de outubro
Departamento de Estado Entra no Jogo
Paralelamente, o Departamento de Estado dos EUA manifestou “sérias preocupações” com decisões que restringem a liberdade de expressão online no Brasil, citando possíveis ações do governo Lula que estariam “suprimindo opiniões políticas desfavoráveis sem o devido processo legal”.
O secretário de Estado Marco Rubio endossou o relatório do Comitê Judiciário, o que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro — residente nos EUA — interpretou como sinal de que Washington está “atento à perseguição e censura no Brasil”.
Janela de Sanções Abertas
Segundo o estrategista internacional Cezar Roedel, os relatórios abrem uma “janela de possíveis medidas e sanções comerciais” dos EUA contra o Brasil. O cenário se agrava pelo alinhamento do governo Lula com Irã, Rússia e China — exatamente quando Trump negocia pressão global contra esses países.
A tensão se intensifica ainda mais com o encontro entre Lula e Trump previsto para os próximos meses — que pode ser decisivo para o futuro das relações bilaterais.
Fachin Rebate, Mas o Dano Está Feito
O presidente do STF, Edson Fachin, chamou as conclusões americanas de “distorcidas” e defendeu que o Brasil respeita a liberdade de expressão com apenas “limitações pontuais”. A resposta, no entanto, não convenceu críticos — que apontam que a responsabilização automática de plataformas por conteúdos “antidemocráticos” já vigora sem necessidade de ordem judicial.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1