🇮🇹 CORTE ITALIANA APROVA EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI: Decisão Histórica Coloca Deputada no Centro de Disputa Jurídica Internacional
A Corte de Apelação de Roma aprovou nesta quinta-feira (26) a extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil. A decisão atende ao pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que investiga a parlamentar por suposto envolvimento em ataques cibernéticos e outras acusações relacionadas ao contexto pós-eleitoral de 2022. A deputada está refugiada na Itália desde o final de 2022, após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seu passaporte.
O que diz a decisão italiana
O tribunal italiano analisou o pedido formal de extradição encaminhado pelo governo brasileiro e concluiu que os requisitos legais do tratado bilateral de extradição estão cumpridos. A corte italiana avaliou que as garantias processuais apresentadas pelo Brasil são suficientes para que Zambelli enfrente o processo em território nacional. A decisão ainda pode ser contestada em instâncias superiores da Justiça italiana — caminho que a defesa da parlamentar já sinalizou que irá percorrer.
Zambelli contesta e acusa perseguição política
A deputada e sua equipe de advogados rejeitam as acusações e sustentam que a extradição é motivada por perseguição política — argumento que ecoa entre aliados da oposição no Brasil. Para o campo conservador, o caso Zambelli é mais um exemplo da instrumentalização do Judiciário contra adversários políticos, em um cenário em que ministros do STF acumulam poderes investigativos e punitivos sem precedentes na história da democracia brasileira. A parlamentar foi eleita com ampla votação no estado de São Paulo e mantém mandato ativo na Câmara dos Deputados.
Impacto político: o fogo cruzado entre Legislativo e Judiciário
A aprovação da extradição pela Corte italiana acirra ainda mais a disputa entre o campo conservador e as instituições do Judiciário brasileiro. Em meio ao encerramento forçado da CPMI do INSS pelo STF e ao processo de pré-delação do banqueiro Daniel Vorcaro — que ameaça expor conexões de ministros da Corte —, o caso Zambelli adiciona mais combustível a uma crise institucional que tende a se intensificar ao longo de 2026, ano eleitoral.
Fontes: Gazeta do Povo, Jovem Pan, G1/Globo