🇧🇷 LULA DESAFIA TRUMP: ‘Ninguém Vai Nos Fazer Mudar o Pix’ — EUA Acusam Sistema Brasileiro de Prática Protecionista
Em discurso em Salvador nesta quinta-feira (2), o presidente Lula saiu em defesa do Pix após relatório do governo dos Estados Unidos apontar o sistema de pagamentos instantâneos como prática protecionista prejudicial ao comércio internacional. A declaração, no entanto, revelou uma cena constrangedora: o marqueteiro Sidônio Palmeira precisou se aproximar do presidente e soprar no ouvido o tema a ser abordado.
Os EUA na Ofensiva Contra o Pix
O Office of the United States Trade Representative (USTR), ligado diretamente à Casa Branca, publicou relatório que acusa o Banco Central brasileiro de conceder tratamento preferencial ao Pix em detrimento de serviços estrangeiros como o PayPal e bandeiras de cartão de crédito. O documento aponta que a obrigatoriedade de os bancos com mais de 500 mil contas oferecerem o Pix cria uma barreira competitiva desleal. Junto ao Pix, os americanos também listam a chamada “taxa das blusinhas” — tributação sobre importações via plataformas digitais — como outra prática protecionista do Brasil.
Sidônio Sussurra, Lula Fala
A cena que chamou atenção foi anterior ao discurso: antes de Lula subir ao microfone, o marqueteiro Sidônio Palmeira se aproximou e cochichou em seu ouvido — “Fala que o Pix é nosso” — reforçando o recado segundos depois com a mão nas costas do presidente. Só então Lula declarou: “O Pix é do Brasil e ninguém, ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira.” A dependência do presidente em relação a orientações de último segundo para discursar espontaneamente não passou despercebida.
A Conta Chega ao Trabalhador Brasileiro
No mesmo evento, Lula aproveitou para responsabilizar Trump pelo encarecimento dos combustíveis e dos alimentos no Brasil — citando alta no diesel e reflexos nos preços de feijão, alface, óleo e pão. A ironia é que, enquanto o governo culpa os americanos pela guerra no Irã e a alta do petróleo, é o próprio Lula quem nega reformas no setor energético e mantém a Petrobras sob controle político, impedindo que o trabalhador e o empreendedor brasileiro se beneficiem de uma política de preços mais justa. O embate com os EUA sobre o Pix, somado às tensões tarifárias, acende mais um sinal amarelo para a economia nacional.