🇦🇷 MILEI DENUNCIA ESPIONAGEM RUSSA: Kremlin Pagou Jornalistas Falsos para Derrubar o Governo — “É Só a Ponta do Iceberg”
O presidente argentino Javier Milei veio a público na sexta-feira (3) para denunciar uma das maiores operações de desinformação já registradas na América Latina: uma rede financiada pelo Kremlin russo que pagou jornalistas fictícios para publicar conteúdo contra seu governo em dezenas de veículos de comunicação.
“A espionagem que se tornou pública é de uma gravidade institucional poucas vezes vista na história. E isso é só a ponta do iceberg de algo muito maior”, afirmou Milei. O escândalo veio à tona após o vazamento de documentos confidenciais investigados por consórcios internacionais de jornalismo, revelando uma campanha sistemática de guerra híbrida conduzida por agentes russos desde que Milei rompeu com o alinhamento kirchnerista e aproximou a Argentina dos EUA, Israel e Ucrânia.
“Jornalistas” que Nunca Existiram
No centro do esquema está uma organização chamada “La Compañía”, descrita nos documentos como uma continuidade do Grupo Wagner — milícia mercenária de Putin. A rede investiu US$ 283 mil para inserir ao menos 250 textos fabricados em mais de 20 portais digitais argentinos. Para dar aparência de credibilidade, criaram perfis falsos de jornalistas gerados por inteligência artificial. O caso mais emblemático é o de “Gabriel Di Taranto”, que assinou 20 artigos em veículos como C5N e Ámbito Financiero — e nunca existiu. A universidade onde ele afirmava ter feito mestrado negou ter emitido o título.
Alerta para o Brasil e a América Latina
Os mesmos documentos apontam que “La Compañía” também atuou na Bolívia e na Venezuela, levantando alertas sobre uma possível operação mais ampla no continente. Milei anunciou que a investigação foi encaminhada à Justiça e prometeu identificar “todos os atores diretos e indiretos” da rede. Para o trabalhador brasileiro, o episódio serve de alerta: governos que se alinham com Moscou e Caracas — e perseguem conservadores — podem estar servindo a interesses muito maiores do que o eleitor imagina. “Viva la libertad, carajo!”, declarou Milei ao encerrar seu pronunciamento.