⛽ DIESEL NA BOMBA ELEITORAL: Lula Tenta Dividir Culpa com Governadores — Estratégia Fracassa e Preço Segue Alto
O governo Lula enfrenta uma crise de proporções eleitorais com o preço do diesel. Em empate técnico nas pesquisas com o senador Flávio Bolsonaro, o Palácio do Planalto tenta jogar nos ombros dos governadores a responsabilidade pelo combustível caro — mas a manobra não está colando.
O Plano que os Governadores Recusaram
O Ministério da Fazenda propôs um modelo de subvenção: abater R$ 1,20 por litro do diesel importado, dividindo a conta meio a meio entre União e estados — cada um pagando R$ 0,60. Os governadores, porém, rejeitaram a proposta. Na avaliação de gestores como Ronaldo Caiado e Mauro Mendes, o governo federal quer dividir o desgaste político enquanto colhe sozinho os louros eleitorais. “Estão tentando transferir para os estados uma responsabilidade que é da União”, resumiu a crítica.
O Mesmo Roteiro de 2022 — Mas Pelo Avesso
A situação tem uma ironia histórica: em 2022, o PT criticou duramente as medidas do presidente Jair Bolsonaro para conter o preço dos combustíveis às vésperas da eleição, chamando-as de “eleitoreiras e temporárias”. Hoje, o governo Lula adota exatamente o mesmo manual — zerar impostos federais e pressionar pela redução de tributos estaduais. O trabalhador brasileiro que abastece o caminhão ou o carro popular sente no bolso o resultado dessa queda de braço, enquanto políticos debatem quem vai pagar a conta.
Frete Caro, Inflação e Copa do Mundo Eleitoral
Para os especialistas, o diesel caro tem efeito cascata: encarece o frete, sobe o preço dos alimentos nas prateleiras e alimenta a inflação. Com a Copa do Mundo de 2026 no horizonte e as eleições presidenciais se aproximando, o governo sabe que manter os preços sob controle é questão de sobrevivência política. O Planalto já zerou sua parte no PIS/Cofins, mas acusa um suposto “cartel dos postos” de não repassar o desconto ao consumidor — argumento que os estados e especialistas contestam.