⛽ DIESEL A R$ 7,22: Alta de 25% em 20 Dias — Guerra no Oriente Médio Bate no Bolso do Brasileiro nas Bombas
O preço médio do diesel no Brasil disparou para R$ 7,22 o litro, uma alta de 25% em apenas 20 dias, segundo levantamento da empresa TruckPag divulgado nesta sexta-feira (20). No final de fevereiro, antes do agravamento da guerra no Oriente Médio, o litro custava em média R$ 5,74.
Dados de 4.664 postos em todo o Brasil
O levantamento é baseado em mais de 143 mil transações de compra de diesel em 4.664 postos, sendo 94% deles localizados em rodovias. Nos últimos 30 dias, 81,9% das transações foram realizadas por caminhões.
A alta supera em muito os dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que registra preços semanalmente e tem um atraso natural de publicação.
Guerra puxou o preço
Segundo Kassio Seefeld, CEO da TruckPag: “O diesel subiu quase R$ 1,50 na média nacional desde 28 de fevereiro.”
A explicação é direta: cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e precificado no mercado internacional. Com o barril de petróleo tendo subido mais de 80% em 20 dias por conta dos ataques ao Oriente Médio, o preço chegou às bombas sem filtro.
Estados com maior alta
- Tocantins: +37,1% (maior alta do Norte)
- Goiás: +29,2% (maior alta do Centro-Oeste)
- Santa Catarina: +29,9% (maior alta do Sul)
- São Paulo: +27% (maior alta do Sudeste)
- Piauí: +28% (maior alta do Nordeste)
Impacto na inflação e nos alimentos
O diesel é o combustível da logística brasileira. Quando ele sobe, o custo chega aos alimentos, produtos industriais e serviços. Especialistas ouvidos pelo G1 alertam que essa pressão inflacionária pode aparecer nos índices em cerca de um mês, dependendo de quanto tempo durar o conflito e o fechamento do Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, caminhoneiros autônomos deram um prazo de 7 dias ao governo federal para negociar o piso mínimo do frete antes de decidirem pela paralisação nacional.
Governo tenta conter a crise
O governo Lula anunciou isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e uma medida provisória com subsídio a produtores e importadores de combustível. O presidente também pediu a governadores a redução do ICMS. As medidas, porém, ainda não foram suficientes para conter a alta nos postos.
Fontes: G1/TruckPag, Gazeta do Povo, CNN Brasil