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MUNDO

⚠️ GUERRA NO IRÃ ENFRAQUECE OS EUA: Tomahawks se Esgotam, China Domina Cadeia de Suprimentos e Ucrânia Teme Ficar sem Armas

⚠️ GUERRA NO IRÃ ENFRAQUECE OS EUA: Tomahawks se Esgotam, China Domina Cadeia de Suprimentos e Ucrânia Teme Ficar sem Armas

A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã, que no fim de semana passado completou um mês, está gerando consequências que vão muito além do campo de batalha. A análise mais preocupante para Washington: os EUA dispararam mais de 850 mísseis Tomahawk nas primeiras quatro semanas de conflito — e a cadeia de reposição não consegue acompanhar o ritmo. A ameaça à posição estratégica americana no mundo cresce a cada dia que a guerra se prolonga.

Os Tomahawks que o Pentágono Não Consegue Repor

Segundo reportagem do Washington Post, os Estados Unidos têm atualmente cerca de 3,1 mil mísseis Tomahawk em seu arsenal. Mas o Pentágono compra efetivamente apenas cerca de 90 mísseis por ano — enquanto as fábricas têm capacidade máxima de produção de 2.330 unidades anuais mediante contratos emergenciais. Ao disparar mais de 850 Tomahawks em apenas um mês, os EUA já consumiram mais de um quarto de seu estoque total.

  • Tomahawks disparados no 1º mês: mais de 850 mísseis
  • Estoque atual do Pentágono: aproximadamente 3.100 unidades
  • Produção anual normal: cerca de 90 por ano
  • Capacidade máxima de produção: 2.330 por ano em regime de emergência
  • Cada Tomahawk depende de 18 minerais críticos, muitos processados majoritariamente na China

“É reconhecido que não temos capacidade suficiente de ataque de longo alcance, por isso temos tentado aumentar esses estoques, mas continuamos a esgotá-los”, admitiu Kelly Grieco, pesquisadora sênior do Stimson Center, em entrevista à CBS News. O alerta é grave: os EUA podem entrar no segundo mês de guerra com capacidade de fogo significativamente reduzida.

China na Sombra: Quem Controla os Minerais Controla a Guerra

A análise do think tank Soufan Center revela o ponto mais delicado da situação americana. Cada míssil Tomahawk depende de pelo menos 18 minerais críticos — entre eles tântalo, prata, cobre, bismuto, fósforo, titânio, molibdênio, cobalto, tungstênio e grafite. A maioria desses minerais é processada majoritariamente na China, que também domina etapas essenciais da cadeia de valor dos armamentos de alta precisão.

O coronel Marco Antonio de Freitas Coutinho, especialista em relações internacionais, resume o paradoxo: “A conclusão é que a capacidade dos Estados Unidos de sustentar operações militares de alta intensidade depende de cadeias de suprimentos dominadas pela China. Assim, os efeitos da guerra no Irã não apenas criam dificuldades imediatas para Washington, mas também reforçam tendências estruturais que favorecem a China no médio e longo prazo.”

Ucrânia na Fila de Espera

O impasse tem consequências diretas para a Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelensky já manifestou preocupação em entrevista à BBC: “Os Estados Unidos produzem de 60 a 65 mísseis por mês. Imagine, 65 mísseis equivalem a cerca de 700 a 800 por ano. E só no primeiro dia da guerra no Oriente Médio, 803 mísseis foram usados.” Para o ditador russo Vladimir Putin, a guerra longa no Irã é uma bênção dupla: eleva os preços do petróleo e gás — principais exportações russas — e esgota os estoques americanos que poderiam ser repassados a Kiev.

Para o cidadão que acompanha o cenário geopolítico, a lição é clara: guerras longas custam caro em todas as frentes. O bloqueio do Estreito de Ormuz encarece o petróleo para o mundo inteiro, o querosene de aviação sobe mais de 50% no Brasil, e a capacidade de dissuasão americana começa a ser questionada. A China observa, toma notas — e avança.

Fontes: Gazeta do Povo, Washington Post, CBS News, Soufan Center — 02/04/2026

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