⚖️ MORO E VIEIRA DETONAM GILMAR: Ministro do STF Anula Quebra de Sigilo do Fundo Arleen — CPI Vai Recorrer Para Investigar Resort de Toffoli
A CPI do Crime Organizado voltou a chocar o cidadão brasileiro nesta semana. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, anulou pela segunda vez uma quebra de sigilo aprovada pela comissão — desta vez do fundo Arleen, único cotista de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, que comprou cotas do resort Tayaya, no interior do Paraná, de propriedade do ministro Dias Toffoli e familiares. No total, o empreendimento recebeu R$ 20 milhões do fundo ligado ao Master.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi contundente ao criticar a decisão: “Infelizmente, não é surpresa. Ainda ontem alertei no plenário do Senado para essa ação articulada por alguns ministros com o objetivo expresso de travar investigações e garantir a impunidade de poderosos. Para contemplar seus interesses não têm nenhum constrangimento em rasgar a Constituição e atropelar outro Poder da República”. O senador anunciou que o colegiado vai recorrer e que a luta por uma CPI específica para investigar ministros do STF envolvidos no escândalo Master vai continuar.
O senador Sergio Moro (União-PR), autor do requerimento anulado por Gilmar, também disparou: “Atualmente, as CPIs do Congresso fazem o seu trabalho e tentam investigar crimes graves, enquanto alguns Ministros do STF atuam para impedir as investigações”. Vale lembrar que Gilmar Mendes e Moro têm histórico de confrontos desde os tempos da Lava Jato, quando o ministro foi um dos principais críticos da operação que combateu a corrupção e devolveu bilhões aos cofres públicos.
Padrão que se repete
Esta é a segunda vez que Gilmar Mendes anula uma quebra de sigilo da CPI relacionada a Toffoli. Antes, já havia derrubado a investigação sobre a empresa Maridt, dos irmãos Toffoli, também beneficiada por aportes do Master. O ministro alegou que a votação em bloco dos requerimentos não seria válida — usando como precedente uma decisão do ministro Flávio Dino que anulou investigação sobre Lulinho, filho do presidente Lula. Para o trabalhador e o cidadão brasileiro, o recado é claro: no Brasil, quem tem conexão com o STF não precisa de advogado — precisa de colega de tribunal.