⚖️ MORAES REABRE CASO DAS JOIAS: STF Manda PGR Analisar Material do Celular de Wassef — Bolsonaro no Centro da Investigação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre material extraído dos celulares do advogado Frederick Wassef — e o caso das joias de Bolsonaro volta à tona com força total.
O que aconteceu
Na quarta-feira (18), Moraes devolveu os autos à PGR nos desdobramentos da investigação sobre o suposto desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em viagens internacionais.
A movimentação ocorreu após a Polícia Federal informar, em 4 de março, que identificou “eventos fortuitos” nos dados dos celulares de Wassef que precisam ser apurados em procedimento separado. No mesmo dia, a PGR havia pedido o arquivamento do caso, alegando que não existe lei clara definindo se os presentes recebidos por presidentes pertencem ao governante ou ao Estado.
O problema: a PGR não se pronunciou sobre o material específico de Wassef encaminhado pela PF. Moraes, então, barrou o arquivamento e exigiu resposta sobre os dados apreendidos.
O que está em jogo
A investigação da PF já havia concluído pelo indiciamento de 12 pessoas, incluindo:
- Jair Bolsonaro — por peculato e lavagem de capitais
- Mauro Cid — ex-ajudante de ordens, também indiciado
- Frederick Wassef — advogado de Bolsonaro, cujo celular está no centro da nova fase
- Ex-ministros Bento Albuquerque e Julio Cesar Vieira Gomes
- Ex-chefe de comunicação Fabio Wajngarten
As joias investigadas incluem um conjunto Chopard recebido na Arábia Saudita, um relógio Rolex e um Patek Philippe Calatrava — presentes de chefes de Estado estrangeiros.
Por que importa agora
A decisão de Moraes de não deixar o caso morrer — mesmo após pedido de arquivamento da própria PGR — sinaliza que o ministro quer aprofundar as investigações sobre o material do celular de Wassef. Os “eventos fortuitos” podem conter informações que vão além do caso das joias.
A medida também acontece no mesmo momento em que Bolsonaro tenta conseguir prisão domiciliar por razões de saúde — mantendo o ex-presidente sob pressão em múltiplas frentes jurídicas simultaneamente.
Fontes: Jovem Pan, G1/Globo, Gazeta do Povo