⚖️ MORAES NA MIRA DA LEI MAGNITSKY: Escritório da esposa recebia do Master, contratos milionários e novas pressões dos EUA reabrem debate sobre sanções
O nome do ministro do STF Alexandre de Moraes voltou ao centro do debate internacional. Analistas e parlamentares discutem a possibilidade de os Estados Unidos recolocarem o magistrado na Lei Magnitsky, legislação americana que prevê sanções a autoridades estrangeiras envolvidas em violações de direitos humanos e corrupção. O escândalo do Banco Master adicionou novos elementos explosivos a essa equação: o escritório de advocacia da esposa de Moraes manteve um contrato milionário com o banco do empresário Daniel Vorcaro — preso por fraudes financeiras e hoje no centro da crise que abala o Supremo.
O que as mensagens do celular de Vorcaro revelam
A Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro mensagens que sugerem contato direto com Moraes no dia de sua primeira prisão, em 2025, questionando sobre investigações sigilosas. O relatório da PF aponta ainda uma possível proximidade entre o empresário e o ministro Dias Toffoli: parte de um resort de luxo pertencente à família de Toffoli teria sido vendida para um fundo ligado ao Master. Em fevereiro de 2026, pressionado, Toffoli deixou a relatoria do caso, que passou para o ministro André Mendonça. Moraes e Toffoli estão isolados internamente na Corte — seus pares guardam silêncio calculado para não se contaminar.
Por que os EUA podem agir
As sanções americanas a Moraes, aplicadas em 2024 e depois suspensas, podem ser retomadas, segundo especialistas ouvidos pela imprensa. Entram na análise a disputa sobre regulação das redes sociais — tema de interesse estratégico dos EUA —, as decisões de Moraes que ampliaram a tensão entre os dois países e agora os contratos do escritório de sua esposa com o Master. O bloqueio de visita de um assessor de Trump a Jair Bolsonaro, preso, é mais um vetor de atrito. Para o cidadão brasileiro, a mensagem é clara: quando o Judiciário brasileiro não responsabiliza seus próprios membros, a pressão vem de fora. O STF protege a si mesmo — e esse arranjo começa a ter custo internacional.