⚖️ CASO MASTER: 2ª Turma do STF mantém Vorcaro preso, Mendonça o chama de ‘organização criminosa’ — Gilmar adia voto até dia 20
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter preso o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado no escândalo que leva o mesmo nome. O ministro André Mendonça foi enfático ao justificar seu voto: classificou o banqueiro como integrante de “organização criminosa” e rejeitou qualquer argumento para soltura.
O julgamento, no entanto, foi suspenso porque o presidente da 2ª Turma, ministro Gilmar Mendes, decidiu adiar seu voto para a próxima semana. O prazo vai até o dia 20 de março. Gilmar é considerado voto-chave: caso vote pela soltura, poderia gerar empate e abrir caminho para a libertação de Vorcaro. Toffoli está impedido de votar por conflito de interesse — o escritório da esposa de Moraes é investigado por receber recursos do Master.
O escândalo Master continua corroendo a imagem do STF. Com Moraes e Toffoli isolados pelos colegas diante das revelações, e o julgamento do banqueiro preso expondo as divisões internas da Corte, o caso se tornou o maior teste de credibilidade do Tribunal desde o julgamento do golpe. Enquanto isso, a CPMI do INSS tenta sobreviver no Senado e a OAB entrou no processo pedindo que diálogos sigilosos entre advogados e clientes sejam retirados dos autos — alertando para risco de inconstitucionalidade.
O que está em jogo
A manutenção da prisão de Vorcaro sinaliza que o STF não recuará diante das pressões do centrão, que teme delações em cascata. Com novos relatórios da PF prometendo mais operações, os bastidores políticos de Brasília vivem dias de nervosismo — e o resultado final do placar no STF pode definir o rumo das investigações nas próximas semanas.