O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou um recado claro ao mundo nesta quinta-feira (12): barrar o programa nuclear iraniano é prioridade absoluta — mesmo que isso signifique conviver com petróleo acima de US$ 100 o barril. “Para mim, como presidente, é de muito maior interesse impedir que um império do mal, o Irã, adquira armas nucleares e destrua o Oriente Médio e até mesmo o mundo”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
A declaração vem em meio à crise energética global provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei — filho do aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques israelenses-americanos de 28 de fevereiro — exigiu nesta quinta que o bloqueio do Estreito seja definitivamente mantido. “A opção de bloquear o Estreito de Ormuz deve ser definitivamente utilizada”, ordenou em comunicado transmitido pela televisão estatal. Mojtaba ainda instou os países do Golfo a fecharem suas bases militares americanas.
O impacto é devastador: os países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), que classificou o bloqueio como a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história. Mesmo após os 32 países-membros da AIE liberarem um recorde de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, o preço do barril superou brevemente a marca de US$ 100.
Guerra com escopo nuclear
O conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos bombardeios de EUA e Israel contra o Irã a partir de 28 de fevereiro, deslocou mais de 3,2 milhões de iranianos dentro do próprio país. Trump mantém a posição de que o alto preço do petróleo é um custo aceitável diante do risco existencial de um Irã com armas atômicas — a maior ameaça à estabilidade global, segundo Washington.